O mundo digital se tornou terreno rico para o comércio internacional. Ele continua se expandindo, e isso abre nova forma de vender e de atrair cliente. Neste primeiro artigo da Série Oportunidades, o tema é o marketplace e sua relação com o setor de moda.
O que é marketplace
A palavra marketplace, traduzida do inglês, significa mercado. O nome vem do formato de espaço, onde consumidor e vendedor se encontram para fazer negócio. A era digital agregou um novo sentido à palavra. Hoje ela também se refere à plataforma online que reúne esse tipo de transação.
Imagine um shopping center virtual, para entender melhor esse formato de venda. Várias lojas se reúnem nesse espaço, e qualquer consumidor pode passear livremente entre marcas e produtos. A experiência é segura e prática. Isso é um marketplace.
Esse encontro de lojas online facilita a pesquisa do consumidor. Fica mais fácil comparar produto de interesse e melhor preço. Por isso, cada vez mais gente escolhe esse tipo de shopping center como primeira opção na hora de comprar online.
Como funciona o marketplace, com exemplo
Você provavelmente já visitou um marketplace. Mercado Livre, Shopee, Amazon e Magazine Luiza são empresas grandes e conhecidas que atuam nesse formato.
O e-commerce brasileiro fechou 2025 com duzentos e trinta e cinco vírgula cinco bilhões de reais em faturamento. Foram quase quatrocentos e trinta e nove milhões de pedidos, segundo a ABComm. O número de comprador ativo já passa de noventa e quatro milhões. A projeção para 2026 é superar duzentos e cinquenta e oito bilhões de reais. Dentro desse total, o marketplace segue como o principal canal de entrada do consumidor. O número de novos marketplaces também continua em crescimento.
O espaço virtual serve para o empresário iniciante lançar a marca, entre as principais vantagens. Ele ganha reconhecimento com o próprio produto. Para quem já tem tradição no mercado, o marketplace oferece diversificação de público e crescimento de lucro.
Mercado Livre, o líder consolidado
O Mercado Livre foi fundado em 1999, na Argentina. Hoje ele é o marketplace líder do Brasil, e também o maior e mais completo da América Latina. A plataforma segue em expansão acelerada. A receita líquida global cresceu quarenta e nove por cento no primeiro trimestre de 2026, em relação ao ano anterior.
No Brasil, principal mercado do grupo, o volume bruto de mercadoria cresceu trinta e oito por cento em base neutra de câmbio, no mesmo período. O número de item vendido avançou cinquenta e seis por cento na comparação anual. O Mercado Pago, braço financeiro da empresa, já soma mais de setenta e oito milhões de usuário ativo mensal.
O objetivo do Mercado Livre é democratizar o comércio eletrônico. A empresa oferece a plataforma e o serviço necessário para o negócio acontecer na internet. Ela não vende produto próprio, apenas conecta lojista parceiro ao consumidor. Toda a jornada de compra acontece ali dentro, de produto geral até veículo, imóvel e serviço.
Shopee, o desafiante em ascensão
A Shopee consolidou uma base relevante no e-commerce brasileiro nos últimos anos. Ela é especialmente forte no segmento de ticket médio mais baixo. O modelo combina frete subsidiado, apelo promocional forte e live commerce como pilares de crescimento.
Em dezembro de 2025, a plataforma informou ter ultrapassado dois milhões de vendedor brasileiro registrado. Esse número inclui micro, pequena e média empresa, além de marca grande. Mais de oitenta e cinco por cento das vendas realizadas na plataforma já vinham de lojista brasileiro. Um terço dos vendedores começou a vender pela internet justamente através da Shopee, segundo levantamento da própria empresa. Quarenta por cento já expandiram a operação a partir desse primeiro passo.
O público da Shopee tende a ser mais jovem. Ele busca oferta, cupom, frete grátis e produto de moda e beleza. Isso torna a plataforma especialmente relevante para marca de vestuário que está começando a testar canal digital.
Amazon, a ponte natural para os EUA
A Amazon é uma empresa de tecnologia americana, com sede em Seattle, no estado de Washington. A plataforma ganhou alta popularidade como e-commerce em geral. Além disso, ela também se tornou um dos marketplaces mais valiosos e disputados do mundo, respondendo por trinta e sete vírgula seis por cento de toda venda de e-commerce americana.
Para uma marca brasileira, a Amazon representa algo além do canal local. Ela abre a porta para vender direto ao consumidor americano com a mesma conta e a mesma estrutura já usada em outro mercado. A base de comprador tem alta intenção de compra. Junto com Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza, a Amazon forma o grupo dos quatro principais marketplaces do Brasil hoje. Cada um tem uma combinação própria de preço, audiência, logística e relacionamento com o vendedor.
Marketplace no setor de moda
Moda segue como uma das categorias mais fortes dentro do calendário promocional brasileiro. Cinquenta e oito vírgula quatro por cento do público com afinidade à Black Friday tem perfil comprador de artigo de moda, segundo levantamento da Serasa Experian. Essa propensão é noventa e cinco por cento maior do que a média da população brasileira. Outro levantamento, da Stefanini, coloca roupa na liderança das intenções de compra para 2026, à frente de eletrônico pessoal, beleza e calçado.
O hábito do consumidor mudou, a tecnologia avançou, e a experiência do cliente virou prioridade nos canais digitais. Moda segue como um setor forte dentro dos marketplaces, por causa disso. O cliente que compra moda pelo digital quer mais do que adquirir o produto de interesse. Ele quer ser bem atendido e sair satisfeito com a experiência inteira.
Plataforma e vendedor precisam se dedicar a oferecer navegação facilitada, conteúdo acessível e boa organização de mercadoria, para alcançar essa satisfação. A separação clara por segmento ajuda bastante, como infantil, adulto, verão e inverno. Variedade na forma de pagamento e expedição rápida também pesam na decisão final de compra. O consumidor quer se sentir seguro com a compra, e quer receber o pedido o quanto antes.
Negócio de moda de todo tamanho pode entrar nesses shoppings virtuais. Existe serviço próprio para exportação, para viabilizar o envio internacional da mercadoria.
Depois de chegar no marketplace, como exportar meu produto para os EUA
Muito vendedor investe em novo formato online de venda. Mesmo assim, ele ainda não sabe como levar o próprio produto para o consumidor americano.
A ShipSmart conecta essa expansão a um único fluxo operacional. Ela une cálculo de imposto e tarifa, checkout localizado, envio e documentação aduaneira. Isso vale independente de o pedido vir de uma loja própria, do Mercado Livre, da Shopee, da Amazon ou de qualquer outro canal em que a marca já vende. Em vez de tratar cada marketplace como uma operação separada, a marca passa a exportar para os Estados Unidos com o mesmo padrão de precisão em todos eles.
Vale conversar com o time, se sua marca de moda já vende bem dentro do Brasil e quer entender como levar esse mesmo catálogo para o consumidor americano. Agende uma conversa e veja como conectar seus canais de venda a uma operação de exportação única.


