O report Black Friday cross border 2025 começa com um número. Na semana de 24 a 30 de novembro, 10 marcas brasileiras enviaram 5.972 pedidos internacionais pela operação da ShipSmart. Isso é 344% a mais do que na semana da Black Friday de 2024.
Além disso, a conversão chegou a 15,0%, ou 2,5 vezes a do ano anterior. Já a mediana de entrega porta a porta ficou em 7 dias. E em 95,5% dos envios, a marca pagou o imposto de importação. Assim, o cliente recebeu o pacote sem cobrança na porta.
Este post resume o que o report mostra e o que muda para 2026. O foco é a marca brasileira que vende para os Estados Unidos, destino de 92,6% dos envios analisados. Para ir além do resumo, o report completo está disponível para download gratuito.
O que é o report e como ele foi feito
O report acompanha a operação internacional de 10 marcas brasileiras, em D2C e em B2B2C. Ele cobre as quatro semanas de novembro de 2025, com foco na semana da Black Friday. A ShipSmart opera a logística, a alfândega e a entrega porta a porta dessas marcas. Por isso, o dado vem da operação, e não de pesquisa com consumidor. Nenhuma marca é identificada.
Três cuidados de leitura importam. Primeiro, a base são 10 marcas, quase todas de moda, enviando do Brasil. Portanto, use os números como referência, e não como média de mercado. Segundo, a conversão mede cotação internacional que virou envio válido, dividida pelo total de cotações da semana. Em outras palavras, não é conversão de loja. Terceiro, o prazo vai da criação do pedido ao primeiro evento de entrega.
A demanda começa antes da Black Friday
Os pedidos subiram a cada semana de novembro. Em ordem, as quatro semanas somaram 2.342, 2.643, 3.348 e 5.972 pedidos. Só a semana da Black Friday concentrou 42% dos pedidos internacionais do mês.
No entanto, a rampa começa antes do evento. Na terceira semana, o volume já subiu 27%. Depois, o salto da última semana, de 78%, superou os dois aumentos anteriores somados.
O dado diário traz uma surpresa. Embora a sexta, dia da promoção, tenha tido 1.030 pedidos, a segunda chegou a 1.181. Já o sábado seguinte teve 1.140. Esses dois dias concentraram 19,8% e 19,1% da semana. Ou seja, a operação não tem um único pico. Ela abre forte na segunda e volta a subir no fim de semana.
A leitura do report para 2026 é prática. Primeiro, abra a capacidade operacional já no começo de novembro. Depois, reforce coleta e processamento na segunda de abertura e no sábado depois da Black Friday.
O que os 15% de conversão significam
Ao longo de novembro, a conversão semanal foi de 9,7%, 11,8%, 11,5% e 15,0%. Assim, a semana da Black Friday marcou o pico. Um ano antes, a mesma semana tinha chegado a 6,1%.
O padrão sugere que a data traz mais do que tráfego, porque traz comprador com intenção mais qualificada. Mesmo assim, lembre da definição. É conversão de cotação em envio, em uma operação onde o cliente já pediu frete e imposto. Por isso, não compare esse número com conversão de loja nem com estudos de abandono de carrinho.
A moda carrega o valor por pedido
Em vestuário, o ticket médio foi mais alto. Chegou a US$ 72,48 em vestuário exceto malha e a US$ 68,07 em malha. Os calçados ficaram em US$ 34,20, embora liderem em volume. Já livros e impressos tiveram US$ 28,78, e cosméticos, US$ 17,05.
Como a base pende para moda, a participação por categoria diz pouco sobre o mercado. O que vale é o valor por pedido. Além disso, o vestuário carrega valor unitário mais alto. Isso deixa espaço para explorar itens de maior valor no cross border.
Para onde os pedidos foram
A América do Norte recebeu 92,6% dos envios, puxada pelos Estados Unidos. Depois vieram a Europa Ocidental, com 3,1%, e a América do Sul, com 2,4%. Por fim, a Ásia Pacífico teve 1,1%, e o Oriente Médio, 0,6%.
A concentração é clara, e a abertura também. Já Europa e Ásia Pacífico seguem pequenas para essas marcas, embora o consumidor cross border desses mercados seja maduro. Para quem foca os Estados Unidos, o ponto é outro. O mercado deixou de ser um teste e virou o centro da operação.
Prazo: 7 dias, e três em cada quatro no prazo
Na semana de maior volume do ano, a mediana de entrega foi de 7 dias porta a porta. Além disso, 74,9% dos pedidos chegaram dentro do prazo prometido.
O prazo pesa na venda. Segundo pesquisa da DHL eCommerce, 62% dos compradores compram de outros países durante a Black Friday. Também segundo o report, 82% abandonam a compra quando a opção de entrega preferida não está disponível. Portanto, uma promessa que a operação consegue cumprir faz parte da conversão.
Imposto virou parte do preço
Em 95,5% dos envios, a marca pagou o imposto antecipadamente. Esse é o modelo de entrega com imposto pago, o DDP. Apenas 4,5% usaram o modelo em que o destinatário paga, o DAP. Assim, o DDP elimina a surpresa na porta, e o report o trata como diferencial competitivo.
Os Estados Unidos também mudaram o cenário. A isenção de minimis, que deixava entrar sem imposto remessas de até US$ 800, acabou em 29 de agosto de 2025. Por isso, a Black Friday de 2025 foi a primeira com todos os envios aos EUA sujeitos a imposto. O imposto médio por pedido para o país foi de US$ 18,75.
A categoria também pesa muito. Entre as categorias, o imposto médio por pedido vai de US$ 4,08 a US$ 30,13. O report completo mostra esse dado categoria por categoria, ao lado da tarifa base oficial em seis mercados.
O que mudar antes da Black Friday de 2026
Comece pela capacidade. Se a rampa começa duas semanas antes do evento, a capacidade precisa abrir nesse momento. Isso inclui equipe, coleta com transportadora e horário de corte do armazém. Portanto, não espere o dia da Black Friday.
Depois, revise a promessa. Publique o prazo por destino e teste contra a condição de pico. Como detalhamos no post sobre por que a Black Friday é o maior teste de estresse da operação, todo ponto de pressão chega ao mesmo tempo.
Em seguida, defina o imposto. Faça do DDP o padrão onde o seu dado sustenta. Confirme também que o cálculo reflete a regra vigente. Por fim, mantenha preço, documento e fulfillment sobre uma única fonte de dado. Explicamos o porquê no guia de categorias de software de gestão de importação em 2026.
Como a ShipSmart entra nessa operação
O dado do report vem de uma operação em que a ShipSmart cuida da camada de logística. Por exemplo, o Ship Tax & Duty calcula imposto e tarifa em tempo real para cada pedido. Já o Ship OS gera etiqueta e documento aduaneiro e acompanha o rastreio. Para a marca que vende no modelo B2B2C, o Ship Clear emite nota DDP por meio de um merchant of record local.
Além disso, o Ship Fulfillment posiciona estoque em hubs nos Estados Unidos, na Europa e na América Latina. Por fim, o Ship Returns leva a devolução internacional para um hub gerenciado nos EUA. Assim, o item não precisa de reimportação para o Brasil.
O que só o report completo traz
O report completo traz o volume de pedidos por dia. Traz também o imposto médio por categoria, ao lado da tarifa oficial em seis mercados. Além disso, inclui as regras de de minimis por destino e a metodologia inteira. Consequentemente, esses detalhes ajudam a montar um plano, e não só a ler uma manchete.
Perguntas frequentes sobre o report
O que é o report Black Friday cross border 2025?
É o primeiro relatório da ShipSmart dedicado às vendas internacionais na Black Friday. Ele acompanha 10 marcas brasileiras ao longo de novembro de 2025. Além disso, cobre vendas, frete e impostos.
O report é gratuito?
Sim. O download é gratuito na página do report, depois de um formulário curto.
Os números valem para qualquer marca?
Não. A base são 10 marcas, quase todas de moda, enviando do Brasil. Por isso, use os números como referência para o seu planejamento.
Qual é o idioma do report?
Português.
Se a sua marca quer vender para fora na Black Friday de 2026, você tem três caminhos. Você pode baixar o report completo. Também pode conhecer tudo o que a ShipSmart preparou para a Black Friday. Por fim, pode agendar uma conversa sobre Black Friday para analisar os números com o time.


